Notícias diárias e fatos da indústria de Petróleo
1 de novembro de 2020 - CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO ANUNCIANTE

Novos projetos offshore aumentarão
procura por seguros de petróleo

Leilões nos últimos anos gerarão mais campanhas e operações, que exigem cobertura dos investidores

Operações de alta complexidade, equipamentos de grande porte e milhares de profissionais nos diferentes elos da cadeia fazem do setor de óleo e gás uma atividade em que riscos de diversos tipos são inerentes. Uma das formas de proteção adotada pelas empresas é a contratação de seguros, que têm potencial de crescimento nas próximas décadas, segundo agentes do mercado.

Mesmo com todos os recursos empenhados no setor, incidentes ocorrem afetando o cronograma de projetos e gerando prejuízos para petroleiras e prestadores de serviço. Um exemplo recente na indústria de óleo e gás brasileira foi o naufrágio de dois módulos de geração de energia da plataforma P-71, em maio de 2019.

Avaliados em US$ 150 milhões os equipamentos estavam a caminho de um estaleiro no Espírito Santo, onde seriam integrados ao casco da plataforma, quando a balsa de transporte naufragou na costa do estado de Santa Catarina.

“Acidentes como o da BP em Macondo mostram como as consequências danosas podem se alongar de forma dramática e assustadora. A explosão da P-36, em 2001, mostra como danos localizados podem levar à perda do conjunto todo pelas dificuldades impostas pelo meio altamente hostil”, relembra Luis Souza, sócio-fundador do escritório Souza, Mello e Torres, especialista no setor de energia.

Para Souza, a contratação do seguro é uma necessidade para dar garantias financeiras e jurídicas às companhias e aos acionistas. “Não ter seguro pode implicar responsabilidade pessoal dos acionistas e a presunção de culpa, talvez até com argumentos para caracterização de dolo”. Souza ressalta que dificilmente grandes projetos são aprovados sem cobertura, “pois os financiadores não têm permissão de desembolsar sem um sólido pacote de seguros”.

A Petrobras, por exemplo, adota o seguro como forma de evitar uma saída de caixa inesperada, em decorrência de um eventual sinistro. A estatal faz uma análise de risco, que leva em conta a “perda” máxima de caixa aceitável em relação às suas operações. “Os seguros considerados mais críticos são os relacionados a danos à propriedade, à construção de unidades de produção e instalações submarinas e danos a terceiros, que incluem cobertura para poluição e remoção de destroços”, informou a companhia via assessoria de imprensa.

A norueguesa Equinor possui seguro com coberturas para danos físicos, responsabilidade civil, indenização trabalhista e responsabilidade patronal, responsabilidade geral, poluição repentina. “Temos no país ativos em diferentes fases de desenvolvimento, desde a exploração, desenvolvimento do projeto e produção. Tudo isso exige um certo nível de seguro e gerenciamento de risco”, informou a petroleira.

Há onze anos atendendo a indústria do petróleo no Brasil, a seguradora Tokio Marine oferece produtos que cobrem todos os elos da cadeia, principalmente operações offshore, e aposta em uma maior demanda após o reaquecimento do setor.

Sidney Cezarino – diretor de
Pro­perty, Riscos de Engenharia,
Ris­cos Diversos e Energy da Tokio Marine

“O forte do nosso mercado no Brasil é a operação offshore. Com os novos leilões, os ativos do pré-sal demandarão novas empresas operando equipamentos e todas precisam de seguros”, ressalta Sidney Cezarino, diretor de Property, Riscos de Engenharia, Riscos Diversos e Energy da Tokio Marine. Embora o foco seja o segmento offshore, o seguro cobre também operações onshore.

A empresa possui o seguro chamado “Riscos de Petróleo” que envolve a proteção de bens, equipamentos, instalações e responsabilidade civil (terceiros), incluindo unidades de perfuração, exploração e armazenamento. Dentre os principais serviços cobertos estão intervenção em poços, mapeamento, prospecção, completação, hotelaria e inspeção de equipamentos de combate a incêndio.

De acordo com o executivo da Tokio Marine, os episódios que resultam em acionamento do seguro são pouco frequentes na indústria do petróleo, gerando baixa sinistralidade. Apesar disso, em virtude de envolver operações complexas com estruturas de alto custo, o seguro é uma garantia para os clientes.

Alexandre Herlin, especialista em direito empresarial, do Chediak Advogados, que examinou apólices de seguro de petroleiras, classifica a atividade de perfuração como a mais crítica, especialmente no ambiente do pré-sal. “Todas as fases de exploração, desenvolvimento e produção têm de ser seguradas, inclusive descomissionamento. Mas em águas profundas, os equipamentos utilizados são mais caros, precisam ser mais resistentes, então é necessário ter seguro”.

Operar sem a cobertura de seguros é uma conduta não recomendada, segundo Marcia Cicarelli, sócia de seguros e resseguros e João Almeida, sócio de petróleo e gás, do escritório Demarest. “Os riscos são regulatórios e operacionais. Não contratar o seguro é um inadimplemento do contrato de concessão que pode gerar penalidades e a rescisão do contrato. Com relação aos aspectos operacionais o risco é a ocorrência de sinistros de valores relevantes sem a cobertura necessária, que podem ter consequências desastrosas para empresas e em alguns casos significar o fim de suas atividades”, ressaltaram.

Números do setor

De acordo com a Susep (Superintendência de Seguros Privados), nos últimos doze meses o volume de prêmio direto do mercado de seguros de petróleo foi de R$ 800 milhões.

Já o prêmio médio anual dos últimos dez anos foi de R$ 508 milhões, segundo a autarquia. O prêmio do seguro é a quantia paga à seguradora por quem contrata apólice, como forma para assegurar o usufruto dos benefícios previstos no acordo.

Apesar do valor considerável, o segmento de riscos de petróleo representa uma parcela ainda pequena no mercado de seguros em geral. Segundo a Susep, o ramo de seguro de riscos de petróleo representou nos últimos 12 meses, 0,72% do total de prêmios diretos do mercado.

Na indústria do petróleo as operadoras de plataformas geralmente contratam seguros por exigência dos investidores, em razão dos altos aportes envolvidos. No segmento de serviços, principalmente nos polos estratégicos em cidades como Macaé (RJ), Santos (SP), boa parte das empresas prestadoras de serviço é segurada, mas há ainda oportunidades. Como exemplo, as atividades de descomissionamento de ativos offshore que ocorrerão com mais frequência nos próximos anos, principalmente na Bacia de Campos.

Quer saber mais sobre o Seguro Riscos de Petróleo Tokio Marine? Clique aqui.

 

Contato: Jose Antonio de Lucena

Email: [email protected]

Telefone: 0800 703 9000

Website: http://tokiomarine.com.br/