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Conteúdo produzido por PetroRio
14 de abril de 2022

Projeto Fênix: PetroRio revitaliza os campos de Polvo e Tubarão Martelo na Bacia de Campos

Adquirir e realizar a interligação de dois ativos, transformou a PRIO na primeira empresa independente a criar um polo (“cluster”) privado de produção de campos maduros nesta região

Prestes a serem abandonados, os campos de Polvo e Tubarão Martelo (TBMT), ganharam nova vida pelas mãos da PetroRio. A companhia assumiu o desafio de tornar mais eficiente e sustentável a operação de dois ativos offshore, localizados na Bacia de Campos, entre o litoral norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. Planejado por alguns anos, a PRIO pensou, repensou e reformulou diversos planos de ação, até que chegou ao formato final do Projeto Fênix, que teve início em agosto de 2020, em meio à pandemia.

A iniciativa envolveu: a interligação, ou tieback, que conectou os dois campos localizados a 100km de distância da costa; a completação e a interligação do poço TBMT-10H ao FPSO Bravo, no campo de Tubarão Martelo; o descomissionamento do FPSO Polvo; e, a geração de energia elétrica com uso de gás natural produzido no próprio campo, substituindo, em grande parte, o uso e consumo do diesel para a operação. Todas as áreas da companhia foram envolvidas e trabalharam paralelamente, focadas em fazer a melhor entrega em tempo recorde.

O projeto ganhou o nome de Fênix porque, assim como a lendária ave que renasceu das cinzas, reavivou dois campos que estavam em fase final de vida econômica, prestes a serem abandonados, e que agora geram resultados positivos para toda a sociedade. Além dos impactos diretos no aumento da produção, prolongamento da vida útil e em agregar mais valor aos ativos por meio da utilização de recursos existentes. A iniciativa de adquirir e realizar a interligação transformou a PRIO na primeira empresa independente a criar um polo (“cluster”) privado de produção de campos maduros nesta região.

Os ganhos desse projeto que tem a cara da PRIO são muitos. Com o descomissionamento do FPSO Polvo e a completação e interligação do poço TBMT-10H ao FPSO Bravo, a empresa substituiu a unidade de processamento antiga por uma mais moderna e eficiente, de propriedade e operada pela própria companhia, promovendo aumento da produção, melhora da eficiência operacional e confiabilidade, além de redução de custos e emissão de CO2, integrando a produção dos ativos de Polvo e Tubarão Martelo (TBMT).

“O sucesso do tieback entre Polvo e TBMT demonstra a capacidade de execução e pontualidade dos nossos times, que se mostraram aptos para implementar com segurança projetos futuros, como o projeto de interligação de Frade e Wahoo, dando sequência à cultura de otimização operacional dos ativos da empresa”, comemora Francilmar Fernandes, COO da PetroRio.

O FPSO Bravo, construído e entregue ao campo de TBMT em 2013, já atua com alta confiabilidade operacional, capacidade de processamento, geração de energia e armazenamento de óleo, funcionalidades que, com o tieback, estão sendo compartilhadas com o Campo de Polvo.

Em fevereiro de 2022, a companhia concluiu a adequação do FPSO Bravo e iniciou geração de energia elétrica no cluster Polvo & Tubarão Martelo utilizando o gás produzido. A geração de energia elétrica para os dois campos em um único FPSO permite o aproveitamento do gás do processo de produção de óleo, que era descartado, suprindo em 80% a demanda por energia do cluster com benefícios ambientais e financeiros significativos.

Esta é a primeira vez que a geração de energia elétrica necessária para a operação dos campos deixa de ser realizada utilizando exclusivamente diesel e passa a ser feita com gás natural produzido no próprio cluster.

A mudança tem um significativo ganho ambiental, com a redução da queima do gás no flare da unidade e do diesel que era usado nas plataformas, além da redução da logística envolvida na entrega desse combustível. A redução do consumo direto de diesel é de cerca de 60 mil litros por dia, ou seja, o suficiente para encher o tanque de 1.100 carros. Com a adequação, a PRIO reduz a emissão mensal de CO2 (dióxido de carbono), ao equivalente a plantar 25 campos de futebol de florestas ou não utilizar 34 mil carros pelo período de 30 dias.

A modificação do módulo de compressão do FPSO Bravo ocorreu sem necessidade de parada de produção. A iniciativa está em linha com os objetivos ambientais e econômicos da PRIO, auxiliando na economicidade e extensão de vida útil dos campos. A geração de energia com gás natural no FPSO Bravo tem um payback de cinco meses.

Modelo de Negócios

O Projeto Fênix foi amplamente estudado pelas equipes técnica e executiva da PRIO nos anos anteriores a sua implantação. A execução levou 20 meses (agosto/2020 a março/2022). As tecnologias desenvolvidas para projetos similares foram extensivamente aplicadas pela indústria de óleo e gás no Golfo do México e Mar do Norte. Do ponto de vista ambiental, as sinergias reduziram as emissões absolutas do polo, contribuindo para uma operação cada vez mais aderente às crescentes exigências sociais sob o ponto de vista de sustentabilidade.

No contexto de eficiência e inovação, a interligação de 11 quilômetros entre Polvo e TBMT é o primeiro tieback conectando duas unidades de produção executado por uma empresa privada e independente no Brasil, reforçando o track record operacional e a excelência técnica da PRIO frente aos desafios que esta indústria independente busca solucionar no país.

“Nada disso foi por acaso. O campo de Tubarão Martelo foi adquirido com esse objetivo, uma vez que sozinho ele não era econômico. O projeto é inovador sobretudo do ponto de vista do seu modelo de negócios e deve ser replicado para outros ativos. A redução dos custos do novo polo permitirá que mais óleo seja recuperado nos reservatórios e durante um período maior, estendendo a vida econômica de ambos os ativos até 2037. São mais 15 anos gerando empregos e royalties para os estados e municípios envolvidos, além de um incremento de 40 milhões de barris à reserva do Campo de Polvo”, completa Francilmar Fernandes.

 

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