OTC Brasil 2023

Décio Oddone cita medidas para que o Brasil mantenha a atratividade no âmbito global

Mudar o royalty da partilha e favorecer a realização de tie-backs foram alguns dos pontos citados pelo CEO da Enauta durante painel na OTC Brasil 2023

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Mudar o royalty da partilha e favorecer a realização de tie-backs são alguns dos pontos importantes para manter a atratividade do Brasil no âmbito global, afirmou Décio Oddone, CEO da Enauta, durante o painel Opportunities for Independent O&G Operators in Brazil, realizado nesta quinta-feira (26) na OTC Brasil 2023.

Segundo o executivo, os leilões feitos a partir de 2017 não trouxeram os resultados esperados e nem a diversificação de operadores estimada. “A produção do país continua crescendo por conta de dois fatores: a revisão das regras de conteúdo local, que possibilitou, por exemplo, Sépia e Mero, e o leilão do excedente da cessão onerosa. Ou seja, os volumes que produzimos hoje são frutos do leilão do excedente”, disse Oddone.

Para que o país continue produzindo e evite ser um importador de petróleo antes de 2040, o CEO defende, além da exploração do pré-sal e de novas fronteiras – como a Bacia de Pelotas e a Margem Equatorial Brasileira – a mudança no royalty de partilha e a realização de tie-backs, entre outras medidas, “já que não existe uma bala de prata”, segundo Oddone.

“O royalty da partilha é de 15%. No início da produção, essa porcentagem não é um problema. Mas e depois? No longo prazo, isso pode levar ao abandono prematuro de campos produtivos, principalmente se o preço do barril cair, por exemplo. Ou a gente se prepara para isso agora ou provavelmente teremos esse cenário de abandono”, afirmou.

Em relação ao tie-backs, Décio explica que o país deveria fazer um esforço para aproveitar ao máximo as infraestruturas existentes em vez de optar, por exemplo, pelo descomissionamento – inclusive com o acesso de terceiros a essas instalações.

Quando perguntado sobre o futuro da indústria, o ex-diretor geral da ANP afirmou que a demanda vai continuar forte, os preços do barril vão continuar relativamente altos e a transição energética será feita de um modo mais lento, difícil e custoso do que se imaginava.

“A ExxonMobil e a Chevron fizeram grandes aquisições recentemente. Mas o que isso significa? Ao meu ver, isso mostra que eles veem demanda e que eles estão preocupados com o preço futuro [do barril]”, citou.


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