OTC Brasil 2023

Executivos destacam oportunidades para o E&P brasileiro

O desenvolvimento de ativos maduros, marginais e/ou com pequenos volumes, assim como a próxima rodada da Oferta Permanente, prevista para dezembro, foram citados pelos executivos durante painel da OTC Brasil 2023

b


O desenvolvimento de ativos maduros, marginais e/ou com pequenos volumes e a próxima rodada da Oferta Permanente, que será dupla (ofertando áreas de concessão e partilha), foram algumas das oportunidades destacadas por executivos do setor de O&G no painel Exploration and Development in Brazil: Opportunities, Challenges, and Perspectives, realizado na OTC Brasil 2023 nesta terça-feira (24).

De acordo com Ricardo Bedregal, diretor-executivo da S&P Global Commodity Insights, o desenvolvimento brownfield e, principalmente, a revitalização de ativos maduros são as principais oportunidades para o sucesso de pequenos operadores no país. Já Lars Jetlund Hansen, vice-presidente da Equinor Brasil, questionou a possibilidade de criação de mecanismos para um cenário “ganha-ganha” entre a indústria e a União para campos marginais e/ou com pequenos volumes.

“E, além disso, seria possível que esses mecanismos de facilitação para esses ativos incentive a atividade de exploração no país quando a curva de produção estiver achatando? Essas são as minhas duas perguntas principais e isso é uma conversa que deverá ser feita com a participação da indústria mesmo. E, quanto antes ela for feita, melhor, para que essas áreas sejam, de fato, desenvolvidas”, afirmou o Hansen durante o painel.

O executivo da Equinor também disse que a companhia pretende replicar, no Brasil, um tipo de estratégia que já é usada em suas operações na Plataforma Continental Norueguesa (NCS): o Infrastructure-led exploration (ILX), que é a exploração ao redor da infraestrutura existente. “A PRIO já mostrou que tie-backs podem monetizar um ativo”, lembrou Bedregal.

Em relação à Oferta Permanente, Bedregal destacou as áreas em oferta no onshore das bacias Potiguar e de Sergipe-Alagoas e o offshore de Pelotas, que possui uma geologia semelhante à geologia da Namíbia, onde importantes descobertas foram realizadas recentemente.

“Nós temos muitos reservatórios análogos [a outros ao redor do mundo com descobertas já realizadas] no Brasil. Mas tudo isso ainda é um potencial. O que temos que fazer é tornar isso uma realidade”, completou Marina Abelha, Superintendente de Promoção de Licitações na ANP.

Abelha também destacou as áreas onshore e as das bacias de Santos e Pelotas que estão previstas para serem ofertadas na próxima rodada da Oferta Permanente, prevista para o dia 13 de dezembro deste ano.


você pode gostar também
Abrir Whatsapp
Precisa de Ajuda?
Olá! posso te ajudar?