Mossoró Oil and Gas Expo

Um dos maiores desafios que existem para a produção onshore no Rio Grande do Norte é o licenciamento ambiental, afirmam executivos

Representantes da PetroReconcavo, Mandacaru Energia, 3R Petroleum e Seacrest Petróleo, entre outros, discutiram, também, sobre as perspectivas de futuro para o onshore brasileiro durante a Mossoró Oil & Gás Expo 2023

b


Um dos maiores desafios que existem para a produção onshore no Rio Grande do Norte é o licenciamento ambiental, afirmaram executivos do setor durante o painel “Desafios da produção onshore”, realizado na quarta-feira (22) na Mossoró Oil & Gás Expo 2023.

“É muito custoso e burocrático. E isso dificulta as operadoras independentes. Às vezes precisamos de três licenças para perfurar um poço”, afirmou Marcelo Magalhães, CEO da PetroReconcavo, durante o painel.

“No RN, eu fico três meses [produzindo] só para pagar a licença ambiental desse poço. E eu tenho que acatar normas das grandes empresas, mesmo sendo uma empresa pequena”, completou Caetano Machado, CEO da Mandacaru Energia.

Daniel Romeiro, fundador da 3R Petroleum, também concordou com as falas sobre a dificuldade para a obtenção do licenciamento ambiental, e acrescentou um outro desafio, também no âmbito regulatório: a viabilização de poços com produção baixa, para que eles não sejam abandonados.

Para Ivan Betancourt, Global Operations director da Halliburton, a integridade dos ativos também é um desafio, assim como a logística. “Como podemos aumentar a produção sem precisar duplicar os custos? A eficiência favorece todos os envolvidos no processo produtivo, assim como a logística, como as rodovias para chegar a um poço”, afirmou o diretor.

Na visão de Juan Alves, vice-presidente da Seacrest Petróleo, os desafios estão ligados à sustentabilidade do onshore brasileiro no futuro. “Que tipo de tecnologias precisaremos para baixar nossos custos? Como viabilizar políticas públicas para que haja exploração onshore no Brasil? Será que vamos para o não convencional? Todas essas questões deverão ser demandadas, o desafio, no médio e longo prazo, é endereçar isso junto à ANP”, disse.

Em resposta, Daniel Maia, diretor da ANP, afirmou que o desafio, para um regulador, é olhar para todos esses tipos de empresa, sendo um órgão público. “Nós sempre procuramos a simplificação regulatória, mas não temos gerência sobre tudo. No licenciamento ambiental, por exemplo, nós podemos facilitar para os órgãos ambientais, mas são eles que decidem”, pontuou.


você pode gostar também
Abrir Whatsapp
Precisa de Ajuda?
Olá! posso te ajudar?